Minha reação à seguinte postagem:
Mato Grosso do Sul registra 782 suicídios na população indígena
http://www.primeiranoticia.ufms.br/saude/mato-grosso-do-sul-registra-782-suicidios-em-16-anos/1252/
Isso se deve à mudança de padrões: hoje, os índios continuam objeto das missões que procuram convertê-los ao cristianismo, que rejeita os seus valorese a sua cultura; então o "novo índio" deixa de se identificar como tal e também não o faz como branco. Este impasse acontece porque ele não é aceito na sociedade branca, com todas as mazelas (racismo, preconceito intelectual) que isso acarreta. O que as pessoas não entendem é que ser índio é viver pari passu com a sua teligião e costumes: sem isso, eles não se sentem confortáveis em viver numa cidade, por exemplo, e se tornam mão de obra barata e até escrava. Não é por acaso que o índice de alcoolismo nas aldeias é alarmante. Os governos têm um histórico de descaso com a população, mas no caso dos autóctones é indiferença criminosa mesmo. Há uma parcela da população brasileira que inclusive defende que eles sejam expropriados de suas terras, o que ebcerraria com chave de lata a colonização iniciada no século XVI. Agora que os registros de povos extintos se foram no incêndio do Museu Nacional, qualquer tentativa de mudar a realidade indígena é relegar os que ainda estão vivos ao esquecimento, um verdadeiro crime contra a humanidade. Pensemos bem antes de tentar mudar os outros, porque isso pode criar sofrimento e até a morte, como vimos nesta postagem. Apenas deixemos de lado a nossa sanha de moldar e controlar o outro e façamos o que é moralmente certo: cuidar bem dos que já sofreram essa violência e nos assegurar de que ela acabe de uma vez por todas.